A busca pelo eterno
fez-me paralisar diante da flor.
Ela nada prometia,
e, por isso, dizia tudo.
O vento atravessava as pétalas
como quem ignora o destino.
Eu permanecia imóvel,
esperando um sentido impossível.
Talvez o absurdo seja este:
a flor floresce sem testemunhas,
enquanto o homem insiste
em pedir respostas ao silêncio.
Parti sem levar a flor.
Ainda assim, ela permaneceu em mim,
mais eterna que meus passos,
mais viva que qualquer certeza.