Ainda hoje sinto falta de meu pai,
como se o tempo tivesse parado
naquela antiga casa do silêncio,
onde sua voz ainda parece morar.
Ainda hoje espero por ele,
sem saber exatamente o quê espero:
talvez um olhar, uma palavra,
ou apenas a certeza de que esteve aqui.
A vida seguiu, indiferente,
como o sol que nasce sobre os mortos.
Mas há lembranças que não obedecem ao tempo
e permanecem onde o coração as deixou.
E quando a noite chega devagar,
eu ainda olho para o caminho vazio.
Sei que ele não voltará —
mas uma parte de mim continua esperando.