Sentir-me pequeno
diante do mundo imenso
é descobrir que o peso
não precisa ser meu.
Quando aceito o pouco,
o infinito deixa de assustar;
e até o silêncio parece
uma forma de liberdade.
Talvez a felicidade
não seja conquistar o mundo,
mas caber serenamente
dentro de mim mesmo.
E, sendo pequeno,
posso enfim caminhar leve —
sem precisar compreender a vida
para simplesmente vivê-la.