Quantas pessoas vi
nos últimos dias,
tantos rostos passando
como mundos que não conhecerei.
Cruzei olhares breves,
pequenos acidentes do acaso,
e em cada um deles
havia uma vida inteira.
Talvez sejamos isso:
estranhos atravessando estranhos,
carregando universos
que ninguém consegue tocar.
E quando a noite chega,
resta apenas a pergunta:
quantos mundos passaram por mim
sem que eu percebesse?