Eu queria tanto voltar para casa,
mas não sei mais o caminho.
A noite apagou as placas,
e eu sigo sozinho.
As janelas ainda têm luz,
mas nenhuma chama por meu nome.
Talvez casa seja apenas isso:
um lugar que a memória não devolve.
Caminho sob uma chuva fria,
como quem procura o próprio rosto.
E cada rua parece dizer
que voltar também é perder.
Então continuo sem destino,
sem mapa, sem promessa, sem fim.
Talvez eu nunca tenha perdido a casa —
talvez tenha perdido a mim.