O tempo passa sem pedir licença, leva os dias, desfaz a lembrança. Mas há algo em mim que não termina, uma saudade que nunca se cansa.
O mundo gira, indiferente, e a vida insiste em continuar. Mas entre o absurdo e o silêncio, há você que não deixa de ficar.
Mudam as ruas, mudam os planos, mudam as formas de enxergar. Mas há presenças que vencem os anos, mesmo quando deixam de estar.
E se o tempo apaga quase tudo, se até o sol aprende a partir, você permanece, sempre, naquilo que não sei traduzir.