Falo contigo em silêncio,
na solidão dos meus dias, como quem procura no escuro os restos de antigas melodias.
A cidade dorme lá fora,
e eu converso com a ausência;
teu nome atravessa a noite, desafiando a indiferença.
Não sei se o vento te leva as palavras que deixo escapar, ou se são apenas meus sonhos tentando te reencontrar.
Mas amanhã, como sempre, voltarei a te chamar; na esperança absurda e eterna de que possas me escutar.