Hoje, o Sol queimou minha pele, Mas não tocou minha solidão. Havia um inverno sob meus olhos, E um deserto dentro do coração.
Caminhei por ruas indiferentes, Entre rostos sem direção. O mundo gritava sua existência, Enquanto eu calava minha inquietação.
Nem a luz venceu a noite, Nem o calor rompeu o vazio. Há silêncios que são oceanos, E almas condenadas ao próprio frio.
Ao cair da tarde, compreendi: O Sol também morre ao anoitecer. E eu, tão vivo por fora, Ainda procuro um motivo para amanhecer.