Nunca sou o primeiro nome,
Nem a razão de alguém sorrir.
Sou quase um acaso entre tantos,
Uma presença fácil de substituir.
Na fila incerta dos afetos,
Sou o terceiro a esperar.
Talvez o quarto, ou o último,
Aquele que ninguém vem buscar.
E sigo, como quem não espera,
Com o coração fingindo paz.
Há tanta gente neste mundo,
E eu sou quem ninguém vê jamais.
Se amar é também ser escolhido,
Por que me custa esse lugar?
Sou apenas mais um silêncio,
Que até o amor esquece de escutar.