Sigo sozinho pela rua cinzenta,
a chuva toca triste a minha pele.
E a tarde fria parece tão lenta,
enquanto a vida passa e nada pede.
Ouço sons antigos na distância,
canções que o tempo não conseguiu calar.
São ecos de uma extinta esperança,
fantasmas que aprenderam a cantar.
Caminho sem destino ou novidade,
com o cansaço de quem já compreendeu:
Talvez chamemos felicidade àquilo que perdemos,
sem saber que era seu.
E sigo sob a chuva indiferente,
sem esperar respostas do amanhã.
O mundo gira absurdo e persistente,
e eu sou apenas a tristeza que anda.