Minha alma antiga vagueia, cansada,
Por entre vitrines de um mundo banal;
Nesta era de pressa,
tão iluminada, Sinto o vazio disfarçado de ideal.
Os homens perseguem aplausos e aparências,
Confundem felicidade com exibição;
E eu me refugio nas próprias ausências,
Interrogando o absurdo da existência.
Talvez eu seja um estrangeiro do tempo,
Uma consciência que não sabe pertencer;
Carrego no peito o peso do pensamento,
E a estranha angústia de simplesmente ser.
Não peço ao mundo que entenda minha dor,
Nem que transforme o absurdo em poesia;
Só quero encontrar, em meio a tanto rumor,
Um sentido que sobreviva à luz fria do dia.