O mais gratificante seria saber,
Se ele pensa, se ela lembra de mim;
Se algum silêncio insiste em permanecer,
Quando a noite se aproxima do fim.
Talvez eu habite um instante esquecido,
Uma fotografia sem contemplação;
Ou seja apenas um rosto perdido,
Na indiferença cruel da recordação.
Que estranho absurdo é querer existir,
Na memória de alguém que não posso alcançar;
Enquanto finjo que aprendi a partir,
Meu pensamento insiste em retornar.
E se jamais souber o que ficou,
Se fui saudade, acaso ou ilusão;
Que ao menos reste aquilo que sou,
Um estrangeiro à procura de recordação.