O silêncio me invade ao cair da noite,
E meus medos se sentam junto a mim;
Há um coração que pulsa sem alarde,
E um sonho que não sabe onde é o fim.
Dialogo com meus anseios na penumbra,
Como um réu diante de um tribunal sem juiz;
Lá fora, a cidade dorme e não pergunta,
Se por dentro ainda sou capaz de ser feliz.
Talvez a vida seja uma canção inacabada,
Uma melodia perdida na imensidão;
E eu, uma alma distraída e exilada,
Tentando encontrar sentido na contradição.
Mas se o absurdo rege a madrugada,
E o universo não responde ao meu clamor;
Que ao menos reste uma guitarra desafinada,
Para cantar meus medos sem fingir que não há dor.