O desejo de ser feliz me lança ao sofrer,
Como uma canção triste que insiste em tocar;
Quanto mais procuro razões para viver,
Mais encontro fantasmas querendo me acompanhar.
Há um estranho teatro dentro de mim,
Onde os sonhos representam sem plateia;
E a felicidade, distante do fim,
É uma estrela escondida atrás da névoa.
Caminho entre ilusões e pensamentos,
Como um homem perdido em sua própria estação;
Coleciono esperanças, desperdiço momentos,
E faço da melancolia minha composição.
Ainda assim, deixo a vida acontecer,
Mesmo sem compreender sua estranha razão;
Pois talvez o maior absurdo de viver
Seja procurar a felicidade com o coração.